"Para a gente mentir, tem que acreditar." (Edifício Master, Eduardo Coutinho)
Com o documentário dele, Coutinho demonstrou que verdades profundas podem ser ditas pela classe média-baixa—uma parte da sociedade que geralmente não tem uma voz. A mulher que falou isso disse que ela era muito mentirosa, e mentia bem porque acreditava nas próprias mentiras. Mostra um aspecto universal da humanidade, que às vezes nós aceitamos mentiras por verdade para prosseguir com a vida difícil. Acreditamos nas mentiras para que nós mesmos podemos mentir, e criar o universo ao nosso redor. Por isso ter sido dito por uma pessoa não de uma classe nobre, fica evidente que talvez temos que ouvir as ideias de mais tipos de pessoas.
Friday, April 1, 2011
A Narrativa
"Narrative is one of the ways in which knowledge is organized ... the craving for narrative has never lessened, and the hunger for it is as keen as it was on Mt. Sinai or Calvary or the middle of the fens." (Toni Morrison, cited by David Bordwell, "Film Art: An Introduction," 75)
A narrativa sempre foi usada para transmitir e receber conhecimento porque, como Morrison diz, tem a capacidade de organizar o conhecimento. Só ensinar morais e princípios não tem o mesmo impacto de contar uma história. A bíblia está cheia de histórias contadas para ensinar verdades, e até hoje pessoas usam histórias e narrativas para ensinar conceitos profundos. Na conferência geral, por exemplo, muitos oradores usam experiências pessoais ou de outras pessoas para ensinar um princípio. Aprendemos das histórias, e a aprendizagem fica na memória.
A narrativa sempre foi usada para transmitir e receber conhecimento porque, como Morrison diz, tem a capacidade de organizar o conhecimento. Só ensinar morais e princípios não tem o mesmo impacto de contar uma história. A bíblia está cheia de histórias contadas para ensinar verdades, e até hoje pessoas usam histórias e narrativas para ensinar conceitos profundos. Na conferência geral, por exemplo, muitos oradores usam experiências pessoais ou de outras pessoas para ensinar um princípio. Aprendemos das histórias, e a aprendizagem fica na memória.
Quem Tem Roupa
"Amanhã é dia santo,
dia de corpo de Deus
Quem tem roupa vai na missa,
quem não tem faz como eu."
(Mestre do Coro, O Pagador de Promessas, Dias Gomes)
Nessa citação fica bem claro que o Dias Gomes está querendo mostrar a divisão entre os povos e a classe alta, especialmente no assunto da religião. Nessa cena, todo mundo está comemorando um dia santo para a Igreja Católica, mas de formas diferentes. Os pobres, ou seja, aqueles que "não tem" roupa, estão dançando e fazendo capoeira, enquanto aqueles que "tem roupa" estão dentro da igreja ouvindo o padre. O fato simples de não ter roupa determina se vão poder ouvir "a palavra de Deus"—então as pessoas que não tem essa liberdade escolham praticar a religião através do movimentos físicos e da música, e por isso uma religião parece dividir em duas.
Para o Céu ou para o Inferno
"Você não soube distinguir o bem do mal. Todo homem é assim. Vive atrás do milagre em vez de viver atrás de Deus. E não sabe se caminha para o céu ou para o inferno." (Padre, O Pagador de Promessas, Dias Gomes)
Acho que com essa citação do padre, Gomes estava querendo mostrar as atitudes da Igreja a respeito do povo. Quando o padre diz que "todo homem...vive atrás do milagre em vez de viver atrás de Deus," é interessante pensar no que exatamente o Padre quer dizer com "Deus." A percepção que ele tem de Deus é que Deus não olha no coração das pessoas, mas exige rituais estritos somente achados na Igreja Católica. Uma pessoa que segue seu coração não está seguindo o "Deus" no que padre acredita, pois não vai para o "céu" que existe para o padre. Pode ser que o Gomes está criticando esse aspecto da sociedade, e essa percepção que todo mundo tem que ir para o mesmo "céu" em que as autoridades acreditam.
Acho que com essa citação do padre, Gomes estava querendo mostrar as atitudes da Igreja a respeito do povo. Quando o padre diz que "todo homem...vive atrás do milagre em vez de viver atrás de Deus," é interessante pensar no que exatamente o Padre quer dizer com "Deus." A percepção que ele tem de Deus é que Deus não olha no coração das pessoas, mas exige rituais estritos somente achados na Igreja Católica. Uma pessoa que segue seu coração não está seguindo o "Deus" no que padre acredita, pois não vai para o "céu" que existe para o padre. Pode ser que o Gomes está criticando esse aspecto da sociedade, e essa percepção que todo mundo tem que ir para o mesmo "céu" em que as autoridades acreditam.
Tuesday, March 1, 2011
Branco no Brasil
Mas eu não me sinto negro, mas eu não me sinto vermelho...
Me sinto só branco, só branco em minha alma crivada de raças!
(Mário de Andrade, "Improviso do mal da América")
O poeta faz uma observação bem interessante em dizer que só se sente branco no Brasil, um país "crivada de raças." A mistura de todas as cores parece ser qualquer coisa menos branco, a cor mais relacionada com povos europeos e sem mistura de raça. Mas o poeta parece dizer que se sente branco por causa dessa mistura, como todas as cores se juntam para tornar-se branco. É verdade que luz branca é a combinação de todas as cores de luz—nesse sentido o poeta dá para "branco" um outro significado.
Me sinto só branco, só branco em minha alma crivada de raças!
(Mário de Andrade, "Improviso do mal da América")
O poeta faz uma observação bem interessante em dizer que só se sente branco no Brasil, um país "crivada de raças." A mistura de todas as cores parece ser qualquer coisa menos branco, a cor mais relacionada com povos europeos e sem mistura de raça. Mas o poeta parece dizer que se sente branco por causa dessa mistura, como todas as cores se juntam para tornar-se branco. É verdade que luz branca é a combinação de todas as cores de luz—nesse sentido o poeta dá para "branco" um outro significado.
Wednesday, February 23, 2011
Humor
humor
(Oswald de Andrade, "Amor")
Nessa poesia de uma palavra, há mais do que os olhos podem ver. A etimologia da palavra "humor" diz que, na fisiologia antiga e medieval, "humor" queria dizer qualquer dos quatro fluidos corporais: sangue, fleuma, cólera, e melancolia ou bile negra. Acreditava-se que as proporções relativas determinavam o estado de espírito. Pessoas de "mau humor," então, tinham uma quantidade demasiada de qualquer um dos quatro fluidos. Cada fluido contribue sentimentos diferentes para o ser humano, então pode ser que Andrade quer dizer que a palavra "amor," assim como "humor," leva muito mais peso do que parece. Não existe só um tipo de amor—o amor tem várias faces.
(Oswald de Andrade, "Amor")
Nessa poesia de uma palavra, há mais do que os olhos podem ver. A etimologia da palavra "humor" diz que, na fisiologia antiga e medieval, "humor" queria dizer qualquer dos quatro fluidos corporais: sangue, fleuma, cólera, e melancolia ou bile negra. Acreditava-se que as proporções relativas determinavam o estado de espírito. Pessoas de "mau humor," então, tinham uma quantidade demasiada de qualquer um dos quatro fluidos. Cada fluido contribue sentimentos diferentes para o ser humano, então pode ser que Andrade quer dizer que a palavra "amor," assim como "humor," leva muito mais peso do que parece. Não existe só um tipo de amor—o amor tem várias faces.
Tuesday, February 22, 2011
Clowns de Shakespeare
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
—Não quero mais saber do lirismo que não é libertação
(Manuel Bandeira, "Poética")
Bandeira deseja o lirismo espontâneo e livre que representa melhor o que realmente acontece na psique humana, e não aquela versificação rígida que é seguida pelos poetas antigos. O que ele usa para demonstrar isso é o falar imprevisível dos loucos e dos bêbados. Parece que tais pessoas não têm sentido no que falam, mas o poema argumenta que é até mais difícil e pungente do que o falar das pessoas "normais." Shakespeare usava clowns muitas vezes para dizer as coisas mais sábias, mas por eles serem "clowns" ninguém levou o que diziam ao sério. O lirismo dos loucos, bêbados, e clowns, Bandeira diz, é o lirismo que não somente chega mais próxima da verdade, mas chega mais próxima da libertação. "...Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Joao 8:32).
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
—Não quero mais saber do lirismo que não é libertação
(Manuel Bandeira, "Poética")
Bandeira deseja o lirismo espontâneo e livre que representa melhor o que realmente acontece na psique humana, e não aquela versificação rígida que é seguida pelos poetas antigos. O que ele usa para demonstrar isso é o falar imprevisível dos loucos e dos bêbados. Parece que tais pessoas não têm sentido no que falam, mas o poema argumenta que é até mais difícil e pungente do que o falar das pessoas "normais." Shakespeare usava clowns muitas vezes para dizer as coisas mais sábias, mas por eles serem "clowns" ninguém levou o que diziam ao sério. O lirismo dos loucos, bêbados, e clowns, Bandeira diz, é o lirismo que não somente chega mais próxima da verdade, mas chega mais próxima da libertação. "...Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Joao 8:32).
O Amor Defunto
A lua, que lhe foi mãe carinhosa,
Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la
Entre lírios e pétalas de rosa.
Os meus sonhos de amor serão defuntos...
E os arcanjos dirão no azul ao vê-la,
Pensando em mim:—"Por que não vieram juntos?"
(Alphonsus de Guimaraens, "Hão de chorar por ela os cinamomos")
Essa poesia de Guimaraens revela um aspecto diferente da morte do que geralmente acostumamos pensar. Enquanto geralmente lamentamos a perda de um ente querido e desejamos que ele esteja junto conosco de novo, o narrador desse poema deseja se juntar à amada dele nas estrelas. Ele não é a única pessoa que sente falta dela—ele nota que a lua e as árvores tambem sentem falta da sua presença. Porém, o narrador se coloca acima das coisas inanimadas, porque somente ele tinha por ela "sonhos de amor." Com a morte da amada, os sonhos são defuntos, e até os arcanjos do céu ficaram surpresos que a querida chegou sem ele.
Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la
Entre lírios e pétalas de rosa.
Os meus sonhos de amor serão defuntos...
E os arcanjos dirão no azul ao vê-la,
Pensando em mim:—"Por que não vieram juntos?"
(Alphonsus de Guimaraens, "Hão de chorar por ela os cinamomos")
Essa poesia de Guimaraens revela um aspecto diferente da morte do que geralmente acostumamos pensar. Enquanto geralmente lamentamos a perda de um ente querido e desejamos que ele esteja junto conosco de novo, o narrador desse poema deseja se juntar à amada dele nas estrelas. Ele não é a única pessoa que sente falta dela—ele nota que a lua e as árvores tambem sentem falta da sua presença. Porém, o narrador se coloca acima das coisas inanimadas, porque somente ele tinha por ela "sonhos de amor." Com a morte da amada, os sonhos são defuntos, e até os arcanjos do céu ficaram surpresos que a querida chegou sem ele.
Friday, February 4, 2011
O Que A Gente Acha Lindo
"Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que frequentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nos gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider" (Antonio Prata, "Bar ruim é lindo, bicho," As Cem Melhores Crônicas Brasileiras, 338).
Tem uma grande tendência em nossa sociedade moderna a gostar das coisas "legais" que são menos gostadas. De fato, uma coisa considerada linda por muitas pessoas torna-se feio para outros. Acho que esse modo de pensar se cria da ideia que algumas pessoas são melhores que as outras pessoas. É verdade que muitas coisas de que o mundo gosta realmente são horríveis. Existe mau gosto. Mas também existe uma diferença entre o amor do belo e o desejo de ter um gosto mais "refinado" que o resto da humanidade. Se uma coisa deixa de ser linda depois de ficar popular, foi linda, em primeiro lugar?
Tem uma grande tendência em nossa sociedade moderna a gostar das coisas "legais" que são menos gostadas. De fato, uma coisa considerada linda por muitas pessoas torna-se feio para outros. Acho que esse modo de pensar se cria da ideia que algumas pessoas são melhores que as outras pessoas. É verdade que muitas coisas de que o mundo gosta realmente são horríveis. Existe mau gosto. Mas também existe uma diferença entre o amor do belo e o desejo de ter um gosto mais "refinado" que o resto da humanidade. Se uma coisa deixa de ser linda depois de ficar popular, foi linda, em primeiro lugar?
O Melhor Drama
"O melhor drama está no espectador e não no palco" (Machado de Assis, "A chinela turca").
Ao considerar drama, acostumamos pensar que está no "palco" onde fica o significado. Por causa da ação no palco, ou a peça é bom, ou a peça é ruim. Por causa do que acontece na tela, ou o filme é bom ou o filme é ruim. Por causa do que acontece com os personagens, ou o livro é bom ou o livro é ruim. Mas o que realmente faz um livro "bom" ou "ruim?" Um livro "maravilhoso" para uma pessoa pode ser considerado como "lixo" para outra. Se não existisse ninguém exceto o escritor e seu livro, o livro teria o mesmo significado? Por que lemos? Será que é porque sabemos que o livro é bom, e tem que ser lido por nós assim como por aqueles que já o leram? Ou é porque queremos que a mesma coisa aconteça em nos que já aconteceu nos outros? Ou é porque queremos uma experiencia totalmente diferente do que já foi experimentada?
Ao considerar drama, acostumamos pensar que está no "palco" onde fica o significado. Por causa da ação no palco, ou a peça é bom, ou a peça é ruim. Por causa do que acontece na tela, ou o filme é bom ou o filme é ruim. Por causa do que acontece com os personagens, ou o livro é bom ou o livro é ruim. Mas o que realmente faz um livro "bom" ou "ruim?" Um livro "maravilhoso" para uma pessoa pode ser considerado como "lixo" para outra. Se não existisse ninguém exceto o escritor e seu livro, o livro teria o mesmo significado? Por que lemos? Será que é porque sabemos que o livro é bom, e tem que ser lido por nós assim como por aqueles que já o leram? Ou é porque queremos que a mesma coisa aconteça em nos que já aconteceu nos outros? Ou é porque queremos uma experiencia totalmente diferente do que já foi experimentada?
Tuesday, February 1, 2011
Só os Iniciados Compreenderiam
"Se uma pessoa perfeita do planeta Marte descesse e soubesse que as pessoas da Terra se cansavam e envelheciam, teria pena e espanto. Sem entender jamais o que havia de bom em ser gente, em sentir-se cansada, em diariamente falir; só os iniciados compreenderiam essa nuance de vicio e esse refinamento de vida" (Clarice Lispector, "A Imitação da Rosa," Laços de Família, 51).
Todo ser humano sabe que ser humano e nada fácil. Pode ser que a parte mais universal da humanidade é lidar com as dificuldades, o cansaco, a dor, e a inevitabilidade da morte. A ideia que Clarice Lispector levanta--que essa parte da experiencia humana é bela e até desejada--mostra um lado totalmente diferente do que o jeito que as pessoas acostumam pensar. Ao dizer que uma pessoa de Marte não entenderia "o que havia de bom em ser gente," quase todos concordariam que há algo especial em ser humano. Ao dizer que havia algo de bom em "sentir-se cansada," começariam a duvidar, mas a maioria dos leitores continuariam a concordar com a afirmação, concluindo que, sim, talvez haja uma certa beleza em sentir cansaço. Mas em "diariamente falir"--aí as pessoas realmente parariam. O que tem de bom em falir? E todos os dias? Isso é ser gente? Realmente--Lispector levanta uma questão que "só os iniciados" num mundo cheio de cansaço e fracassos diários poderiam compreender.
Todo ser humano sabe que ser humano e nada fácil. Pode ser que a parte mais universal da humanidade é lidar com as dificuldades, o cansaco, a dor, e a inevitabilidade da morte. A ideia que Clarice Lispector levanta--que essa parte da experiencia humana é bela e até desejada--mostra um lado totalmente diferente do que o jeito que as pessoas acostumam pensar. Ao dizer que uma pessoa de Marte não entenderia "o que havia de bom em ser gente," quase todos concordariam que há algo especial em ser humano. Ao dizer que havia algo de bom em "sentir-se cansada," começariam a duvidar, mas a maioria dos leitores continuariam a concordar com a afirmação, concluindo que, sim, talvez haja uma certa beleza em sentir cansaço. Mas em "diariamente falir"--aí as pessoas realmente parariam. O que tem de bom em falir? E todos os dias? Isso é ser gente? Realmente--Lispector levanta uma questão que "só os iniciados" num mundo cheio de cansaço e fracassos diários poderiam compreender.
Saturday, January 22, 2011
Fados
Ao entrar no filme Fados, eu nem tinha a mínima ideia do que esperar. Nunca tinha ouvido falar do que era "fado," e pensava que seria um filme de drama ou alguma coisa assim. O estilo de música no filme parecia meio espanhol para mim—e eu tendo servido no Brasil, tudo para mim parecia muito europeu. As letras de todas as canções pareciam ter a mesma tema—depressão—um forte contraste com o humor alegre da música popular brasileira. Para falar a verdade, o filme me deixou com mais saudades ainda do Brasil. Queria ouvir mais bossa nova, ou qualquer coisa feliz. As vozes dos cantores portugueses eram muito talentosas, e fiquei muito impressionado com o talento dos músicos também, especialmente os guitarristas. Entretanto, achei a emoção de todas as músicas juntas muito depressiva, e queria só gritar "A vida não tem que ser tão triste! Comecem a pensar mais em ajudar outras pessoas, e abram a mente um pouco mais, e vai fazer toda a diferença na sua vida!"
Monday, January 17, 2011
Marca das Nações Modernas
"Fiction seeps quietly and continuously into reality, creating that remarkable confidence of community in anonymity which is the hallmark of modern nations" (Benedict Anderson, Imagined Communities: Reflections on the Origin and Spread of Nationalism, citado por Jonathan Culler, Literary Theory: A Very Short Introduction, 37).
Por incrível que pareça, histórias inventadas tem uma influência imensa na cultura de hoje. Pessoas pagam milhões de dólares por ano para assistir filmes e teatro, e também passam uma grande parte do tempo lendo obras de ficção. Nomes como "Harry Potter" e "Rocky Balboa" parecem tão famosos ou mais famosos que os de personagens reais. O fato que ficção tem tanta influência na humanidade dá grande razão para descobrir o porquê—que explica por que literatura faz tão grande parte no sistema de educação. A ficção explora a verdade por meio de situações que não são verdadeiras—que parece estranho—mas o fato que tantas pessoas tem encontrado mais verdade por estudar obras de ficção prova que existe uma ligação íntima entre a imaginação e a realidade.
Por incrível que pareça, histórias inventadas tem uma influência imensa na cultura de hoje. Pessoas pagam milhões de dólares por ano para assistir filmes e teatro, e também passam uma grande parte do tempo lendo obras de ficção. Nomes como "Harry Potter" e "Rocky Balboa" parecem tão famosos ou mais famosos que os de personagens reais. O fato que ficção tem tanta influência na humanidade dá grande razão para descobrir o porquê—que explica por que literatura faz tão grande parte no sistema de educação. A ficção explora a verdade por meio de situações que não são verdadeiras—que parece estranho—mas o fato que tantas pessoas tem encontrado mais verdade por estudar obras de ficção prova que existe uma ligação íntima entre a imaginação e a realidade.
Saturday, January 8, 2011
A Condição da Própria Vida
"A good deal of hostility to theory no doubt comes from the fact that to admit the importance of theory is to make an open-ended commitment, to leave yourself in a position where there are always important things you don't know. But this is the condition of life itself" (Jonathan Culler, Literary Theory: A Very Short Introduction, 16).
Existe muita gente que não gosta do estudo de literatura. Existe muita gente que não entende por que temos que aprender sobre poesia e hístorias fantásticas nas escolas. Dizem que a matemática é muito mais prática--e pode ser que é. É claro que dois e dois sempre fazem quatro, e que pi sempre é 3.14159265... Mas a vida é assim? Não disputo que a matématica é não somente prática mas também essencial para nossa compreensão do nosso mundo. Contudo, para dizer que somente a aprendizagem objetiva e concreta e precisa para entender nosso mundo iria limitar significativamente o nosso entendimento. A vida humana não pode ser calculada com precisão. Tem que ser atirada por ideias incertas--e quando o coração for atingido, a gente vai sentir.
Existe muita gente que não gosta do estudo de literatura. Existe muita gente que não entende por que temos que aprender sobre poesia e hístorias fantásticas nas escolas. Dizem que a matemática é muito mais prática--e pode ser que é. É claro que dois e dois sempre fazem quatro, e que pi sempre é 3.14159265... Mas a vida é assim? Não disputo que a matématica é não somente prática mas também essencial para nossa compreensão do nosso mundo. Contudo, para dizer que somente a aprendizagem objetiva e concreta e precisa para entender nosso mundo iria limitar significativamente o nosso entendimento. A vida humana não pode ser calculada com precisão. Tem que ser atirada por ideias incertas--e quando o coração for atingido, a gente vai sentir.
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